Descobrindo o Corpo Humano

O JOGO...

            O presente jogo tem a finalidade não de distrair, mas aprimorar os conhecimentos referentes á Língua Portuguesa, Matemática e Ciências, disciplinas nas quais tivemos acesso nos semestres anteriores do curso. Damos o mérito aos professores participantes na elaboração deste projeto, pois foi à partir da interdisciplinaridade planejada pela equipe docente da Universidade, composta pelas professoras Lilian Borba (Língua Portuguesa), Maria Auxiliadora Megid (Matemática) e Luiza Ishikawa (Ciências) que contribuíram grandemente para a efetivação deste projeto.
             Para devidos fins, pensamos na possibilidade de associar as três disciplinas com o uso das Novas Tecnologias como um jogo de aprendizado colaborativo, que auxiliasse o desenvolvimento intelectual dos alunos.

        Conteúdos Língua Portuguesa
        
            Podendo ser explorado sobre Língua portuguesa: A correta escrita e pronuncia das palavras, ampliando o léxico das crianças por meio da escrita em conjunto com os colegas. Lembrando que a criança já inicia a fase escolar com a fala desenvolvida, porém a escrita não se pode basear apenas na oralidade. Tendo em vista que atualmente com o uso das redes sociais, a escrita se baseia na oralidade, visto que isso interfere no modo de produção escrita dos alunos que tendem ao uso de palavras taquigráficas. Um artefato que cabe á escola é acompanhar os alunos, ensinando-lhes a forma gramatical e ortográfica do uso das palavras.

Ora, a criança, quando chega à escola, já domina a língua falada. Ao entrar em contato com a escrita, precisa adequar-se ás exigências desta, o que não é tarefa fácil. É por essa razão que seus textos se apresentam eivado de marcas da oralidade, que aos poucos deverão ser eliminadas. (KOCH e ELIAS, s.d, p. 18).
           
            Com a escrita das palavras, os jogadores terão a possibilidade de conhecê-la gramatica e ortograficamente e se necessário manusearem o dicionário que servirá de apoio para compreensão gráfica da palavra indicada, servindo como um norteador na produção escrita e posteriormente textual, gerando nos alunos a curiosidade de busca das palavras por meio do dicionário, utilizando uma das ferramentas da TIC para aprimorar sua busca na web.

Cabe, pois, ao professor conscientizar o aluno das peculiaridades da situação de produção escrita e das exigências e recursos que lhes são próprios. Isto é, quando da aquisição da escrita, a criança necessita ir, aos poucos, conscientizando-se dos recursos que são prototípicos da oralidade e perceber que, por vezes, não são adequados ao texto escrito. É claro que isso não acontece de um momento para outro, levando por vezes, anos a fio. (KOCH e ELIAS, s.d, p. 18).


            Existem também papéis que cabem ao aluno desempenhar, tais como: a disposição em aprender, a participação, a colaboração, o respeito ao próximo. Contudo a postura do professor é ensinar, proporcionar atividades que cooperem com a construção do conhecimento dos alunos, elucidar suas dúvidas, ser perceptível á classe em que atua compreendendo o contexto social e cultural em que estão inseridos.

          Procedimentais:
  • Desenvolver habilidade de manuseio do dicionário On line;
  • Aprimorar a escrita e ampliar o léxico gramatical;
  • Desenvolver banco de palavras;
           Atitudinais:
  • Fazer uso de novas palavras na escrita de textos;
  • elencar os conhecimentos adquiridos às práticas sociais;

            Conteúdos Matemática:

            Em Matemática exploraremos: Conteúdos ligados á fração e porcentagem dentro de um polo maior, a resolução de problemas. Com isso, elaboramos um recurso que possibilite aos alunos: raciocínio lógico e prática colaborativa entre os integrantes.
            Com base no PCN (Parâmetro Curricular Nacional) de 1ª á 4ª série, volume 3- Matemática, elaboramos uma proposta de trabalho em equipe que possibilite o auxilio na resolução de problemas promovendo a fusão de estratégias entre os membros das equipes formadas, induzindo-os a articular os pensamentos entre si e fazer matemática ao invés de reproduzirem de modo mecânico o modo formal de resolução. 

Tradicionalmente, a prática mais frequente no ensino de Matemática era aquela em que o professor apresentava o conteúdo oralmente, partindo de definições, exemplos, demonstração de propriedades, seguidos de exercícios de aprendizagem, fixação e aplicação, e pressupunha que o aluno aprendia pela reprodução. Considerava-se que uma reprodução correta era evidência de que ocorrera a aprendizagem.
Essa prática de ensino mostrou-se ineficaz, pois a reprodução correta poderia ser apenas uma simples indicação de que o aluno aprendeu a reproduzir, mas não apreendeu o conteúdo.
É relativamente recente, na história da Didática, a atenção ao fato de que o aluno é agente da construção do seu conhecimento, pelas conexões que estabelece com seu conhecimento prévio num contexto de resolução de problemas. (BRASIL, 1997, p.30)

Considerando os escritos mencionados a pouco, disponibilizaremos no Recurso Didático a possibilidade dos alunos trabalharem juntos, adquirindo não somente o conhecimento, mas também a afetividade e a cooperação mutua. Refletindo em uma ação inovadora, o professor pode trabalhar com o uso da calculadora, de modo que o aluno saiba administrar essa ferramenta, ensinando-o sobre o uso consciente que consequentemente produzirá conhecimento. Pensando em uma prática colaborativa que vise o aprendizado, podemos dizer que:

A construção de uma visão solidária de relações humanas a partir da sala de aula contribuirá para que os alunos superem o individualismo e valorizem a interação e a troca, percebendo que as pessoas se complementam e dependem umas das outras. (BRASIL, 1997, p.27)


Para que o jogo seja divertido e conciso, o tempo para a resolução dos problemas apresentados no percurso do mesmo será estipulado pela ampulheta, visto que neste momento os jogadores serão desafiados a resolverem os problemas matemáticos e a escreverem o nome dos órgãos da forma correta, sendo necessária a colaboração entre os participantes para que se cheguem ao resultado, envolvendo-os com o raciocínio lógico e com a interação mútua.
Como podemos ver também no texto de Macedo, os adversários podem ser nossos melhores referenciais em um jogo, pois por meio deles, podemos ampliar nossas estratégias, analisar suas jogadas e utilizá-las á nosso favor, podendo assim, traçar novas linhas de raciocínio.

Os adversários são as melhores pessoas que podemos ter, são nossos amigos, temos que saber tudo sobre o adversário, temos que pensar antes dele, temos que pensar melhor que ele mesmo, (...) temos que reconhecê-lo, temos que tê-lo como uma referência constante.                      (GRANDO, apud Macedo, 1993, p.16).

           
           Procedimentais:
  • Fazer uso consciente da calculadora;
  • Estimular o raciocínio lógico;
  • Trabalho em equipe para resolução de problemas;
          Atitudinais:
  • Fazer uso do cálculo mental nas exigências do dia a dia;
  • Buscar soluções práticas para os problemas;

         Conteúdos Ciências:


Em ciências, trabalharemos a morfologia dos órgãos, seus respectivos nomes científicos e sua disposição e distribuição no corpo humano. De maneira lúdica, proporcionaremos por meio do recurso didático a possibilidade dos jogadores obterem conhecimentos sobre o corpo humano de maneira mais aprofundada, ou seja, sobre alguns músculos, funções dos órgãos e suas particularidades, facilitando o entendimento dos alunos em relação ao assunto, para que eles compreendam a partir das partes, as especificidades encontradas no corpo como um todo.
Para isso, é importante destacar que o jogo não se delimita apenas ao ato, podendo este ter uma ampla extensão, contribuindo para um aprendizado mais profundo.
Como nos esclarece a Revista Nova Escola, é importante que o professor disponibilize de maneira compreensível o conhecimento relacionado ao copo para os alunos.

É papel do professor lançar novas questões e tentar ajudá-las a construir explicações mais ajustadas (e muitas vezes provisórias) sobre o tema. É claro que não se espera que os alunos consigam entender toda a complexidade do organismo humano e das explicações científicas que ajudam a entendê-lo, mas é preciso que conheçam as características e definições básicas, as funções dos diversos órgãos e suas relações. (SCAPATICIO, 2011.)
O PCN, nos trás uma concepção de ensino sobre o corpo de modo a nos elucidar que realmente o corpo necessita ser trabalhado primeiramente em partes e sequentemente como um todo, realçando que cada membro e órgão possui sua função fundamental para que o corpo se mantenha saudável e estabilizado.

Assim como a natureza, o corpo humano deve ser visto como um todo dinamicamente articulado; os diferentes aparelhos e sistemas que o compõem devem ser percebidos em suas funções específicas para a manutenção do todo. Importa, portanto, compreender as relações fisiológicas e anatômicas. Para que o aluno compreenda a maneira pela qual o corpo transforma, transporta e elimina água, oxigênio, alimentos, obtém energia, se defende da invasão de elementos danosos, coordena e integra as diferentes funções, é importante conhecer os vários processos e estruturas e compreender a relação de cada aparelho e sistema com os demais. É essa relação que assegura a integridade do corpo e faz dele uma totalidade. (BRASIL, 1997, p.38).


            Sendo assim, o aluno poderá entender melhor como funciona seu próprio organismo, oportunizando a compreensão do funcionamento interno do corpo, para que transpareça externamente os resultados obtidos com os cuidados relacionados ao corpo humano. Não somente resultados biológicos, mas o respeito e cuidado ao seu próprio corpo e ao corpo do próximo.

Portanto, o conhecimento sobre o corpo humano para o aluno deve estar associado a um melhor conhecimento do seu próprio corpo, por ser seu e por ser único, e com o qual ele tem uma intimidade e uma percepção subjetiva que ninguém mais pode ter. Essa visão favorece o desenvolvimento de atitudes de respeito e de apreço pelo próprio corpo e pelas diferenças individuais. (BRASIL, 1997, p. 38).

 Com isto, podemos reafirmar que, o respeito com o próprio corpo efetiva o respeito com o corpo do próximo.

Procedimentais:



  • Identificar o corpo humano morfologicamente;
  • Aprender o uso correto dos nomes dos órgãos;
  • Conhecer o funcionamento do corpo;


  •              Atitudinais:

    • Desenvolver o respeito mútuo entre os participantes do jogo;
    • Promover o envolvimento da criança com o conhecimento do seu próprio corpo;
    • Promover a diminuição do individualismo;
    • Desenvolver hábitos saudáveis para o cuidado do corpo;


     Objetivo Geral:

    Promover por meio do jogo um aprendizado que envolva múltiplas facetas, elencando os recursos do jogo ao uso das TICs, viabilizando ampliação dos recursos didáticos utilizados pelo docente, contribuindo assim, para o desenvolvimento cognitivo do aluno.


    Objetivos Específicos:



  • Ampliar o conhecimento dos alunos acerca do corpo humano;
  •  Oportunizar ás crianças a resolução de problemas em conjunto;
  •  Estimular o raciocínio lógico e a agilidade;
  • Possibilitar aos educandos uma somatória de saberes;
  •   Trabalhar a forma convencional da escrita das palavras;


  • Metodologia:

    ·       1º Momento:

                Realizar uma sondagem por meio de uma conversa, na qual o docente irá verificar, com perguntas, o que seus alunos conhecem acerca do conteúdo a ser abordado.

    2º Momento:

                Feito os levantamentos, o professor terá a possibilidade de proporcionar aos alunos conhecimentos a nível mais aprofundado, que envolvam maior cientificidade.   Os alunos aprenderão a realizar pesquisas e classificar referências de sites confiáveis predestinados pelo professor, ou seja, farão o tratamento da informação.            
    Visto que os educandos, neste momento materializarão os conhecimentos previamente adquiridos em sala de aula, de modo que ao jogarem façam articulação destes conhecimentos, promovendo com isso um aprendizado mais efetivo.

    3º Momento:

                Após esta socialização e tratamento de informações, faremos divisão de equipes para que o jogo possa se concretizar.

    4º Momento:

                O docente explicitará as regras do jogo, as quais são:

        1-      A equipe que iniciará, jogará o dado, e conforme o número sorteado andará com o pino as suas respectivas casas no tabuleiro, se a casa possuir indicação para pegar uma carta com pergunta, esta equipe deverá respondê-la, sendo a equipe adversária a narrar à pergunta.
       2-      A pergunta estará relacionada ao corpo humano, caso a equipe acerte receberá a pontuação indicada no tabuleiro. Cada equipe deverá fazer o registro de sua pontuação.
       3-      Caso a equipe jogue o dado e este indique a casa que solicite o encaixe dos órgãos, a equipe deverá fazê-lo conforme as orientações dispostas no tabuleiro.
       4-      Será estipulado um tempo para a resolução das perguntas através da ampulheta, se a equipe não conseguir responder a tempo, a pontuação será dada á equipe adversária.
       5-      Caso a equipe não souber responder, estes poderão solicitar ajuda das cartas de dicas, dicionário e calculadora, porém trocarão um ponto por cada solicitação. Tendo em vista que o uso do dicionário será on line, e com determinação de tempo por meio da ampulheta;
      6-      O jogo termina quando as duas equipes conseguirem chegar ao fim do percurso desenhado no tabuleiro, pois o vencedor não será aquele que chegar primeiro, e sim o que tiver a pontuação mais elevada.

    5º Momento:

                 Realizar um banco de palavras com os alunos utilizando a ferramenta do Word e ensina-los a salvar em uma pasta. 
                 

    6º Momento:

               Os alunos que já participaram das rodadas de jogo, deverão acessar a ferramenta Paint que já está disponível no sistema operacional Windows, levando-os a conhecerem os programas disponíveis nos computadores e que por vezes são deixados de lado, pelo fato dos alunos estarem muito ligados ao uso das redes sociais.
                Com o uso do Paint o professor disponibilizará ilustração do corpo humano e os órgãos estudados, possibilitando que os alunos nomeiem cada parte do corpo fazendo uso do banco de palavras. E por fim, colorir o desenho da maneira que achar conveniente.
                 

    Materiais:
    • Papel cartolina branca;
    • Lápis de cor;
    • Canetas Hidrocores;
    • Papel contact transparente;
    • Dois vidros de 115 ml;
    • Areia;
    • Fita adesiva colorida;
    • Papéis coloridos;
    • TNT;
    • Cola bastão;
    • Tesoura sem ponta;
    • Régua;
    • Cola colorida;
    • Feltro colorido;
    • Agulha;
    • Linha;
    • Flores artesanais;
    • Pedras de bijuterias;
    • Caixa de papelão;
    • Papel metalizado;
    • Word;
    • Paint;
    • Calculadora;
    • Dicionário On Line;
    • Sites para pesquisa (Disponível nas referências);
               Avaliação

    Com relação à avaliação, será feita de forma processual, permitindo que o educando seja avaliado durante o processo. Desta forma, o professor poderá verificar o resultado da aprendizagem durante a atividade em si,averiguando como os alunos estão se modificando em direção aos objetivos.
    É também um método avaliativo com relação a postura do professor, sua mediação e intervenção como ponte entre o que o aluno já tem em sua bagagem e o que ele ainda irá adquirir. Enfim, avaliar o aprendizado que este recurso proporcionou ao educando.



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